quarta-feira, 27 de março de 2013

CARMELITAS DESCALÇAS INAUGURAM SEDE DEFINITIVA DO CARMELO




O Carmelo Nossa Senhora do Sorriso e Santa Teresinha, da Ordem das Carmelitas Descalças, fundado em 16 de julho de 2009, na Arquidiocese de Natal, está em sua sede definitiva desde o último dia 19, dia de São José. A inauguração ocorreu às 9 horas, com a procissão do Santíssimo, saindo da sede da Província das Irmãs do Amor Divino, na BR 101, para a sede nova do Carmelo. Na procissão, o Frei Pierino de Jesus Crucificado, da Ordem dos Carmelitas, conduziu o Santíssimo Sacramento, acompanhado com cânticos e orações das Irmãs do Carmelo, de seminaristas e dos fiéis. O Frei Pierino representou o Provincial do Carmelo na solenidade.

Na nova sede do Mosteiro, o Arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, e o Arcebispo emérito, Dom Heitor de Araújo Sales, recepcionaram os fiéis e o Santíssimo foi introduzido na Capela do Carmelo. Em seguida, o Arcebispo, Dom Jaime, presidiu a missa, concelebrada pelo Arcebispo emérito, Dom Heitor, e mais 16 padres da Arquidiocese, o Frade Carmelita e dois diáconos, além de inúmeros fiéis, que lotaram a capela.

Na homilia, o Arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira, falou da importância do Carmelo para a Igreja. “Sabemos que a Igreja Particular que dispõe da Bênção de Deus, através do Carmelo, se constitui num indicativo de uma Igreja madura e complementa valores, fundamentais, entre os quais a santidade. E nós somos chamados à santidade”. Para Dom Jaime, o Carmelo representa a certeza de contarmos com a oração permanente, diuturna, para que o Reino de Deus se manifeste. “É sinal da bênção de Deus. Devemos, agora, agradecer a Deus”, afirmou.

O Arcebispo Emérito, Dom Heitor Sales, é um dos responsáveis pela vinda das Carmelitas Descalças para Natal. Dom Heitor manifestou toda a alegria que estava sentindo no momento em que Dom Jaime pediu que ele falasse a respeito do Carmelo. “Isso que nós estamos vivendo, neste momento, é um milagre operado por São José. Foi a ele que entregamos nosso desejo de construir a sede do Carmelo e só podemos explicar essa obra como um milagre”, disse Dom Heitor. Numa conversa com a reportagem ele também manifestou sua alegria. “Estou muito feliz; é muito grande a minha alegria. Primeiro, porque consegui levar as Clarissas para Caicó; e agora, com a ajuda de Dom Matias e Dom Jaime, temos o Carmelo, em Natal”, comentou.

Dom Heitor lembrou que o Rio Grande do Norte é o único Estado do Regional Nordeste 2, da CNBB, que tem camelitas. O Regional é formado pelos estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba e Alagoas. Atualmente, o Carmelo conta com 8 irmãs, sendo 5 professas e três formandas. “Depois que concluirmos a segunda etapa da obra, que já começa na próxima segunda-feira, teremos condições de acolher mais vocacionadas. Mas, no momento, ainda não temos, porque só contamos com oito lugares, já ocupados”, diz a Irmã Maria de Jesus, Superiora do Carmelo.
Depois da celebração, Dom Jaime deu a bênção do novo Carmelo e, em seguida, as irmãs apresentaram os cômodos a Dom Jaime, a Dom Heitor, aos Padres e demais presentes na Celebração. Ao mesmo tempo, Dom Jaime aspergiu todos os cômodos com água benta.

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LEGENDA: Monjas carmelitas, durante a celebração eucarística, dia 19 de março
CRÉDITO: José Bezerra

VIVER A SEMANA SANTA


Semana Santa, tempo da misericórdia do Pai, da ternura do Filho e do amor do Espírito Santo.


Esta semana chama-se Santa porque nos introduz diretamente no mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. Cada um desses acontecimentos tem um conteúdo eminentemente profético e salvífico.

O fiel cristão – verdadeiramente apaixonado por Jesus Cristo – não pode deixar de acompanhar ativamente a Liturgia da Semana Santa. Infelizmente, a maioria dos católicos tem outras preferências na semana mais santa do ano. Não são capazes de “vigiar e orar” uma só hora com Jesus (cf. Mc 14, 37-38).

Nós queremos acompanhar os passos de Cristo e sentir de perto o que vai acontecer a nosso melhor Amigo e Salvador, procurando sentir o que Jesus sentia em seu coração ao se aproximar a Hora decisiva de glorificar o Pai. Ele viveu esses dias com mansidão e serenidade na presença do Pai. Seu coração estava inundado por uma imensa ternura para com todos os filhos e filhas de Deus dispersos.

Mostremo-nos, pois, solidários a Jesus. Passemos esta última semana de sua vida terrena com Ele, num último gesto de amor e amizade, recolhidos em oração fervorosa e contemplação profunda, de modo que a Páscoa do Senhor seja um dia verdadeiramente “novo” para nós.

Ao participarmos da bênção e procissão de ramos, queremos homenagear a Cristo e proclamar publicamente a sua Divina Realeza.

No Evangelho lido na Segunda-feira Santa, contemplamos Maria de Betânia ungindo os pés do Mestre com o perfume do amor e da gratidão. Na Terça-feira, Cristo revela o que se passa no coração de Judas Iscariotes. Na Quarta-feira, Mateus relata Cristo celebrando com os Apóstolos a festa da Páscoa judia e a traição de Judas.

Na Quinta-feira Santa, pela manhã, é celebrada a Missa Crismal. Esta celebração, que o Bispo concelebra com o seu presbitério e dentro da qual consagra o santo crisma e benze os óleos usados no Batismo e na unção dos enfermos, é a manifestação da comunhão dos presbíteros com o seu Bispo.

No período vespertino, inicia-se o Tríduo Sacro. Com a celebração da Missa da Ceia do Senhor (cerimônia do Lava-pés), recordamos a instituição da Eucaristia e do sacerdócio católico, bem como o mandamento do amor com que Cristo nos amou até o fim (cf. Jo 13, 1).

A Sexta-feira Santa é o grande dia de luto para a Igreja. Não há Santa Missa, mas celebração da Paixão do Senhor que consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração da Cruz e sagrada Comunhão. Vivamos este dia em clima de silêncio e de extrema gratidão, contemplando a morte de Jesus na cruz por nosso amor.

O Sábado Santo é dia de oração silenciosa e de profunda contemplação junto ao túmulo de Jesus. São horas de solidão e de saudade... É ocasião para acompanharmos Nossa Senhora da Soledade e as santas mulheres junto ao túmulo de Jesus, sentindo com elas a medida do amor que Cristo suscita nos corações que O conhecem de perto.

A Vigília Pascal, “a mãe de todas as vigílias”, na qual a Igreja espera, velando, a Ressurreição de Cristo, compõe-se da liturgia da Luz, da liturgia da Palavra, da liturgia Batismal e da liturgia Eucarística.

A participação no Mistério redentor de Cristo leva-nos a ser – no mundo descrente – testemunhas autênticas da Ressurreição de Cristo. Não podemos retardar o anúncio da ressurreição. Que a alegria de Cristo ressuscitado penetre nosso ser, domine nosso pensamento, tome conta de nossos sentimentos e ações. Precisamos de gente que tenha feito experiência da ressurreição. Existe uma única prova de que Cristo tenha ressuscitado: que as pessoas vivam a Sua vida e se amem com o amor com que Ele nos ama...

Guiados pela luz do círio pascal, e ressuscitados para uma vida nova de fé, esperança e amor, sejamos testemunhas vivas da Ressurreição do Senhor Jesus.

Que a Mãe do Ressuscitado nos aponte o caminho para Jesus Cristo, nosso único Salvador.

Dom Nelson Westrupp
Bispo diocesano de Santo André - SP

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

PROGRAMAÇÃO ALUSIVA AOS 50 ANOS E LANÇAMENTO NACIONAL DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE


Dia 14.02.2013 (quinta-feira)
Nísia Floresta:
. 14h30 – Acolhida, em frente ao ‘baobá’, no centro de Nísia Floresta, ao Secretário Geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner, e demais bispos.
. 15h – Missa, na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Ó, em Nísia Floresta
. 17h – Visita à comunidade rural Timbó, onde aconteceu a primeira experiência da Campanha da Fraternidade.
. 19h – Show com o Grupo Cantores de Deus, de São Paulo, na Comunidade Timbó.
Em Natal:
. 20 h – Inauguração da Escola de Governo Cardeal Dom Eugênio Sales, no Centro Administrativo. É uma homenagem do Governo do Estado ao criador da Campanha da Fraternidade, Dom Eugênio de Araújo Sales, falecido em 9 de julho de 2012.

Dia 15.02.2013 (sexta-feira)
Centro de Convenções de Natal:
. 8h30 – Abertura do Seminário “Igreja: fundamento de fraternidade”.
- Lançamento nacional da Campanha da Fraternidade 2013, cujo tema é “Fraternidade e Juventude”.
.9h15 – Palestra: “Campanha da Fraternidade na sua Primeira Fase (1966-1972)” - Palestrante:  Dom Jaime Vieira Rocha, Arcebispo Metropolitano de Natal. 
. 9h45 – Palestra: “Campanha da Fraternidade na sua Segunda Fase (1973-1984)” – Palestrante: Professor Otto Santana (então pároco de Nísia Floresta, quando da criação da CF). 
. 10h15 – Coffee break. 
. 10h45 – Palestra: “Campanha da Fraternidade na sua Terceira Fase (1985-2013)” – Palestrante:  Pe. José Adalberto Vanzella, ex-assessor da CNBB para Campanha da Fraternidade.
. 11h15 – Palestra: “Campanha da Fraternidade 2013: Fraternidade e Juventude” – Palestrante: Dunga, missionário da Comunidade Canção Nova (Cachoeira Paulista – SP).
. 12h15 – Almoço
. 14h30min – Mesa redonda
Expositores:
- Dom Eduardo Pinheiro da Silva, Presidente da Comissão Episcopal para a Juventude,  da CNBB. Tema: Fraternidade e Juventude 
- Padre Robério Camilo da Silva, da Arquidiocese de Natal. Tema: O jovem e a violência no Brasil e especialmente em Natal
- Alex Bastos, da Coordenação Nacional da Pastoral Juvenil e Presidente Nacional da Juventude Franciscana. Tema: Juventude e comunicação
-  Fernando Geronazzo de Souza, Coordenador Nacional do Grupo Jovens Conectados, membro da Equipe Nacional de Comunicação da Comissão Episcopal para a Juventude, da CNBB. Tema: A inquietação existencial do jovem e a busca pela dimensão espiritual.  
. 16h – Palestra:  “Eis-me aqui, envia-me!" – Palestrante Padre Fábio de Melo.
. 17h30 – Encerramento do Seminário.

Catedral Metropolitana de Natal: 
. 19h – Missa
. 20h – Vigília e adoração ao Santíssimo Sacramento, com a participação da cantora Eliana Ribeiro, da Comunidade Canção Nova.
. 22h30 – Encerramento da Vigília.



50 ANOS DA CF SERÃO COMEMORADOS EM NÍSIA FLORESTA E EM NATAL



A programação em comemoração aos 50 anos de história da Campanha da Fraternidade está pronta para ser executada no dia 14 próximo, em Nísia Floresta, e, no dia 15, em Natal. Nos dois dias, a programação contará com a participação do Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giovanni D'aniello; do secretário nacional da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner; bispos do Regional Nordeste 2, da CNBB, e do assessor nacional da CF, Padre Luiz Carlos Dias.

No dia 14, na cidade de Nísia Floresta, as atividades têm início às 14h30, com acolhida aos bispos. Às 15h, missa, na Igreja de Nossa Senhora do Ó. Logo após, os bispos farão uma visita à comunidade Timbó, onde aconteceu a primeira experiência da Campanha da Fraternidade.

No dia 15, no Centro de Convenções, na Via Costeira de Natal, acontecerá um Seminário, com o tema: "Igreja, fundamento de fraternidade". O evento se iniciará às 8h30, com a solenidade de lançamento nacional da Campanha da Fraternidade 2013. Durante a manhã, serão proferidas três palestras, enfatizando a trajetória da CF, tendo como expositores o Arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, o professor Otto Santana, e o Padre José Adalberto Vanzela, ex-assessor da CNBB. No final da manhã, acontecerá uma quarta palestra, com o tema "Fraternidade e Juventude", proferida por Dunga, missionário da Canção Nova. 

À tarde, haverá uma mesa redonda, que debaterá temática ligada à juventude, enfoque da CF deste ano. Na mesa, estarão Dom Eduardo Pinheiro, presidente da Comissão da Juventude, da CNBB; Padre Robério Camilo da Silva, da Arquidiocese de Natal; e Fernando Geronazzo de Souza, coordenador nacional do Grupo Jovens Conectados. O tema "Eis-me aqui, envia-me" é o tema da última palestra do Seminário, às 16h, proferida pelo Padre Fábio de Melo.

Ainda no dia 15, às 19h, na Catedral Metropolitana, haverá celebração eucarística, seguida de uma vigília e adoração ao Santíssimo. A vigília contará com a participação de Eliana Ribeiro, da Comunidade Canção Nova.

A primeira Campanha da Fraternidade aconteceu em 1962, na Arquidiocese de Natal, na época em que Dom Eugênio de Araújo Sales era administrador apostólico. No ano seguinte, 16 dioceses da Região Nordeste também realizaram a Campanha. E, em 1964, a CF foi assumida pela CNBB.

ARQUIDIOCESE DE NATAL

CAMPANHA DA FRATERNIDADE COMPLETARÁ 50 ANOS EM 2013


Este ano, a igreja do Brasil estará mais voltada para as temáticas relativas à juventude. No dia 13 de fevereiro, quarta-feira de Cinzas, será lançada mais uma edição da Campanha da Fraternidade (CF), com o tema “Fraternidade e Juventude” e o lema “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8). Mas além da atenção voltada à juventude, em sua temática, outro motivo de celebração é que a campanha estará completando o seu cinquentenário de fundação.
A Campanha da Fraternidade, coordenada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), é realizada anualmente pela Igreja católica, sempre no período da Quaresma. A cada ano é escolhido um tema, que define sob qual perspectiva a solidariedade será despertada, em relação a questões que envolvem toda sociedade brasileira.
O secretário executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias, afirma que um dos papéis da CF é ser um “elo” entre a igreja, os fiéis e a sociedade. “A campanha da Fraternidade é a igreja a serviço da sociedade, é uma evangelização que ultrapassa as fronteiras da igreja e, dessa forma, a igreja cumpre, de fato a sua missão, que é evangelizar de uma forma bem ampla”, explica o padre.
A história da fundação da CF teve início quando três padres responsáveis pela Cáritas brasileira, em 1961, idealizaram uma campanha para arrecadar fundos para as atividades assistenciais e promocionais da instituição e torná-la autônoma financeiramente. A atividade foi chamada Campanha da Fraternidade e realizada pela primeira vez na quaresma de 1962, em Natal (RN), com adesão de outras três Dioceses e apoio financeiro dos Bispos norte-americanos.
No ano seguinte, 16 dioceses do Nordeste realizaram a campanha. A princípio não houve grande êxito financeiro, mas foi o embrião de um projeto anual dos Organismos Nacionais da CNBB e das Igrejas Particulares no Brasil, realizado à luz e na perspectiva das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral (Evangelizadora) da Igreja em nosso País.
“Esta Campanha, desde seu nascedouro na arquidiocese de Natal, mostrou que seria um importante instrumento para os fiéis viverem intensamente a quaresma, pois foi capaz de fazer convergir as orações e reflexões para gestos concretos de conversão e transformação da realidade, em vista do mistério pascal de Nosso Senhor Jesus Cristo”, elucida padre Luiz.
Este projeto foi lançado, em nível nacional, no dia 26 de dezembro de 1962, sob o impulso renovador do espírito do Concílio Vaticano II, o que foi fundamental para a concepção e estruturação da CF. Ao longo de quatro anos, durante as sessões do Concílio, onde houve diversos momentos de reunião, estudo, troca de experiências, nasceu e cresceu a CF.
Sobre a celebração aos 50 anos da CF, padre Luiz Carlos revela que este é um momento de “voltar às raízes do espírito que levou ao nascimento da CF”. Para o lançamento, ficou definida na manhã da quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013, uma visita ao município de Nísia Floresta (RN), localidade onde a Campanha teve início.
A programação seguirá ainda no dia 14, à tarde, quando haverá uma entrevista coletiva com a imprensa. No dia 15, será realizado um seminário sobre a temática da CF 2013 – “Fraternidade e Juventude”. Neste mesmo dia, às 17h, será realizada a solenidade oficial de lançamento, e, às 20h, será celebrada uma missa na Catedral Metropolitana de Natal (RN).

CONHEÇA O SIGNIFICADO DA QUARESMA

Chama-se Quaresma os 40 dias de jejum e penitência que precedem à festa da Páscoa. Essa preparação existe desde o tempo dos Apóstolos, que limitaram sua duração a 40 dias , em memória do jejum de Jesus Cristo no deserto. Durante esse tempo a Igreja veste seus ministros com paramentos de cor roxa e suprime os cânticos de alegria: O "Glória", o "Aleluia" e o "Te Deum".


Na Quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Nesse tempo santo, a Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade.


Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa.

Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo.

Por que a cor roxa?

A cor litúrgica deste tempo é o roxo que simboliza a penitênica e a contrição. Usa-se no tempo da Quaresma e do Advento.

Nesta época do ano, os campos se enfeitam de flores roxas e róseas das quaresmeiras. Antigamente, era costume cobrir também de roxo as imagens nas igrejas. Na nossa cultura, o roxo lembra tristeza e dor. Isto porque na Quaresma celebramos a Paixão de Cristo: na Via-Sacra contemplamos Jesus a caminho do Calvário

Qual o significado destes 40 dias?

Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.

O Jejum

A igreja propõe o jejum principalmente como forma de sacrifício, mas também como uma maneira de educar-se, de ir percebendo que, o que o ser humano mais necessita é de Deus. Desta forma se justifica as demais abstinências, elas têm a mesma função. Oficialmente, o jejum deve ser feito pelos cristãos batizados, na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa.

Pela lei da igreja, o jejum é obrigatório nesses dois dias para pessoas entre 18 e 60 anos. Porém, podem ser substituídos por outros dias na medida da necessidade individual de cada fiel, e também praticados por crianças e idosos de acordo com suas disponibilidades.

O jejum, assim como todas as penitências, é visto pela igreja como uma forma de educação no sentido de se privar de algo e reverte-lo em serviços de amor, em práticas de caridade. Os sacrifícios, que podem ser escolhidos livremente, por exemplo: um jovem deixa de mascar chicletes por um mês, e o valor que gastaria nos doces é usado para o bem de alguém necessitado.

Qual é a relação entre Campanha da Fraternidade e a Quaresma?

A Campanha da Fraternidade é um instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de conversão e renovação interior a partir da realização da ação comunitária, que para os católicos, é a verdadeira penitência que Deus quer em preparação da Páscoa. Ela ajuda na tarefa de colocar em prática a caridade e ajuda ao próximo. É um modo criativo de concretizar o exercício pastoral de conjunto, visando a transformação das injustiças sociais.

Desta forma, a Campanha da Fraternidade é maneira que a Igreja no Brasil celebra a quaresma em preparação à Páscoa. Ela dá ao tempo quaresmal uma dimensão histórica, humana, encarnada e principalmente comprometida com as questões específicas de nosso povo, como atividade essencial ligada à Páscoa do Senhor.

Quais são os rituais e tradições associados com este tempo?

As celebrações têm início no Domingo de Ramos, ele significa a entrada triunfal de Jesus, o começo da semana santa. Os ramos simbolizam a vida do Senhor, ou seja, Domingo de Ramos é entrar na Semana Santa para relembrar aquele momento.

Depois, celebra-se a Ceia do Senhor, realizada na quinta-feira Santa, conhecida também como o lava pés. Ela celebra Jesus criando a eucaristia, a entrega de Jesus e portanto, o resgate dos pecadores.

Depois, vem a missa da Sexta-feira da paixão, também conhecida como Sexta-feira Santa, que celebra a morte do Senhor, às 15h00. Na sexta à noite geralmente é feita uma procissão ou ainda a Via Sacra, que seria a repetição das 14 passagens da vida de Jesus.

No sábado à noite, o Sábado de Aleluia, é celebrada a Vigília Pascal, também conhecida como a Missa do Fogo. Nela o Círio Pascal é acesso, resultando as cinzas. O significado das cinzas é que do pó viemos e para o pó voltaremos, sinal de conversão e de que nada somos sem Deus. Um símbolo da renovação de um ciclo. Os rituais se encerram no Domingo, data da ressurreição de Cristo, com a Missa da Páscoa, que celebra o Cristo vivo.

CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil



QUARTA - FEIRA DE CINZAS



A quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os cristãos católicos recebem neste dia é um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.

Ela ocorre quarenta dias antes da Páscoa sem contar os domingos ( que não são incluídos na Quaresma) ou quarenta e seis dias contando os domingos. Seu posicionamento varia a cada ano, dependendo da data da Páscoa. A data pode variar do começo de fevereiro até à segunda semana de março.

Alguns cristãos tratam a quarta-feira de cinzas como um dia para se lembrar a mortalidade da própria mortalidade. Missas são realizadas tradicionalmente nesse dia nas quais os participantes são abençoados com cinzas pelo padre que preside à cerimónia. O padre marca a testa de cada celebrante com cinzas, deixando uma marca que o cristão normalmente deixa em sua testa até ao pôr do sol, antes de lavá-la. Esse simbolismo relembra a antiga tradição do Médio Oriente de jogar cinzas sobre a cabeça como símbolo de arrependimento perante Deus (como relatado diversas vezes na Bíblia). No Catolicismo Romano é um dia de jejum e abstinência.

Como é o primeiro dia da Quaresma, ele ocorre um dia após do carnaval. A Igreja Ortodoxa não observa a quarta-feira de cinzas, começando a quaresma já na segunda-feira anterior a ela.